Trilhos

Socorro

Da Enxara do Bispo à Serra do Socorro

Este trilho, circular, inicia-se e termina na bonita igreja de Nossa Senhora da Assunção (Enxara do Bispo) e desenrola-se essencialmente por caminhos rurais e trilhos em terra batida, com algumas passagens por alcatrão. 

A zona apresenta-se com relevo um pouco acidentado, sendo o ponto mais difícil a subida à Serra do Socorro, com 394 m de altitude. A paisagem é proeminentemente agrícola, embora variada, com passagens por zonas habitadas, vales e eucaliptos.

Pontos de Interesse

Igreja de Nossa Senhora Assunção

Do primitivo templo, dedicado a Nossa Senhora da Serra, conserva-se na fachada, do século XVIII, uma inscrição gótica.

Forte Pequeno

Reduto defensivo integrado na 1ª. linha das Linhas de Torres, munido de três bocas-de-fogo, com uma guarnição de 270 homens.

Forte Grande

Reduto defensivo integrado na 1ª. linha das Linhas de Torres, munido de quatro bocas-de-fogo, com uma guarnição de 280 homens. 

Serra do Socorro

A serra do Socorro (394m) era o principal posto de sinais e ponto de observação das Linhas de Torres. 

Tancos

Da Golegã a Tancos

A propósito da preparação do Corpo Expedicionário Português (CEP), a principal força militar portuguesa que participou na Primeira Guerra Mundial, não se podia deixar de trilhar os caminhos de Tancos. De facto, foi no centro de instrução perto desta localidade, onde ainda hoje existe uma importante base militar, que se prepararam os militares enviados para França. 
O percurso inicia-se na Golegã, na belíssima Casa Estúdio Carlos Relvas, pioneiro da fotografia artística e pai de uma destacada figura da 1ª República – José Relvas. Percorre depois uma grande área agrícola, onde se destaca a Quinta da Cardiga, até chegar a V.N. da Barquinha, com o seu lindo Parque Ribeirinho e edifícios do século XIX, que evocam os tempos áureos da navegabilidade do Tejo. Esta vila possui ainda um monumento ao primeiro soldado morto na Guerra. Segue-se depois junto ao Tejo, até ao destino, a Igreja Matriz de Tancos. 
Nesta antiga povoação fluvial pode-se ainda descer até ao Tejo (Cais d´el Rei), onde é possível embarcar rumo ao Castelo de Almourol ou ainda seguir o percurso ribeirinho marcado pela autarquia, até ao mesmo destino. 

Pontos de Interesse (POIs)

CASA ESTÚDIO CARLOS RELVAS

A Casa estúdio Carlos Relvas, construída na Golegã entre 1871 e 1875, segundo projecto de Henrique Carlos Afonso e idealizado pelo próprio Carlos Relvas, é um exemplo pioneiro de uma construção de raiz para estúdio fotográfico.

IGREJA MATRIZ GOLEGÃ

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição é um monumento nacional, edificado a partir do final do século XV – início do século XVI, no local onde outrora terá existido uma igreja paroquial de estilo gótico. 

QUINTA DA CARDIGA

Situada entre a Golegã e Vila Nova da Barquinha, a quinta apalaçada da Cardiga foi doada em 1169 por D. Afonso Henriques à Ordem dos Templários. Tendo pertencido aos frades do Convento de Cristo, tem ainda hoje como símbolo da casa a Cruz de Cristo.

BARQUINHA PARQUE

Constituído por 7 hectares de terreno que foram alvo de um profundo reordenamento e valorização urbana e paisagística, este belo parque ribeirinho acompanha o rio Tejo, em V.N. da Barquinha

IGREJA MATRIZ TANCOS

Dedicada a Nossa Senhora da Conceição, foi construída no século XVI. 

Távora-Varosa

De Salzedas a Ucanha

Este percurso, circular, inicia-se e termina no Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, imponente templo da Ordem de Cister, situado na aldeia medieval de Salzedas. O trilho desenvolve-se em plena região vitivinícola demarcada de Távora-Varosa, entre vinhas, pomares e castanheiros, numa paisagem rural muito marcada pela mão do homem. Para além deste ambiente de grande beleza e comunhão com a natureza, o percurso leva-nos ainda a percorrer a rica história da região, com passagem pela bonita Ucanha, detentora de património de grande relevo, com o Pelourinho, a igreja setecentista de São João Evangelista e a Ponte Fortificada de Ucanha, esta última construída no século XII sobre o Rio Varosa e ainda hoje em excelente estado de conservação. Era aqui, nesta ponte com torre de cobrança de portagens, única em Portugal, que se controlava a entrada no couto de Salzedas.Faz-se assim a ligação a pé entre duas das principais Aldeias Vinhateiras da Rota das Vinhas de Cister, no Vale Encantado. Com piso essencialmente de terra e pedra, muitas vezes entre muros antigos, mas também com algum (pouco) alcatrão em estradas estreitas, este é um trilho curto, bastante acessível e muito agradável de percorrer.

Pontos de Interesse (POIs)

MOSTEIRO DE SALZEDAS

Situado na antiga aldeia de Salzedas, um pequeno burgo com traçado irregular de origem medieval, o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas é um mosteiro da Ordem de Cister.

PONTE E TORRE DE UCANHA

Situada na aldeia de Ucanha, sobre o Rio Varosa, a Ponte Fortificada é Monumento Nacional e exemplar único no país deste tipo de arquitetura, com torre de dupla função: de defesa, à entrada do couto monástico de Salzedas, e de cobrança de portagem e armazenamento de produtos. 

RIO VAROSA (Praia Fluvial)

O Rio Varosa nasce na Serra de Leomil, concelho de Castro Daire, atravessa os concelhos de Tarouca e Lamego e desagua na margem esquerda do Rio Douro, junto a Peso da Régua.  

Torres

Da Foz do Sizandro a Torres Vedras

Este trilho, não circular, inicia-se na bonita Foz do rio Sizandro, junto à praia da Foz e da localidade de Gentias. É um trilho bastante extenso, que percorre a 1ª. linha defensiva, com inúmeros fortes até Torres Vedras. Caminha-se essencialmente por zonas rurais, ao longo do fértil vale do rio Sizandro. 

Os pontos mais altos correspondem naturalmente aos locais onde foram edificados os fortes e onde a decepção de os ver transformados num amontoado de terra e pedras é parcialmente compensada com as vistas que invariavelmente nos levam até ao mar.

Pontos de Interesse

Foz do Sizandro

Nesta zona, junto ao mar, estava o último forte da 1.ª linha defensiva de Torres Vedras, do qual não resta hoje qualquer vestígio (Forte n.º 113, 50 soldados com duas peças de artilharia de calibre 12). 

Forte das Gentias

Forte nº 112, 220 soldados com 4 peças de artilharia de calibre 12. 

Forte de Bececarias

Forte nº 146, 250 soldados com 6 peças de artilharia de calibre 9. 

Forte do Paço

Forte nº 11, 250 soldados com 5 peças de artilharia de calibre 12. 

Forte de Alquiteira

Forte nº 31, 373 soldados com 3 peças de artilharia de calibre 9. 

Forte do Grilo

Forte nº 30, 340 soldados com 3 peças de artilharia de calibre 12 e 1 peça de calibre 9. Possuía posto de sinais.

Forte da Milharosa

Forte nº 136, 150 soldados com 4 peças de artilharia de calibre 12. 

Forte do Outeiro da Prata

Forte nº 134, 110 soldados com 4 peças de artilharia de calibre 12. 

Forte do Pelicano

Forte nº 133, 120 soldados com 4 peças de artilharia de calibre 9. 

Santa Maria do Castelo

Forte nº 27, 500 soldados com 5 peças de artilharia de calibre 12.

Outros Pontos de Interesse

CONVENTO DE SANTO ANTÓNIO, VARATOJO

Fundado em 1470, por voto e devoção do rei D. Afonso V à Ordem de S. Francisco, foi sendo ampliado ao longo dos séculos. 

FORTE DE S. VICENTE

O Forte de São Vicente era o mais poderoso forte das Linhas de Torres.

Forte de Olheiros

O Forte de Olheiros, também conhecido por Forte do Canudo, ergue-se no topo de um dos morros que bordejam o vale de Torres Vedras.

Tourém

De Tourém a Randin (Rota do Contrabando)

Entre a aldeia portuguesa de Tourém e a galega Randin fazia-se outrora do contrabando a principal atividade de subsistência, uma forma de vida que garantia o sustento e compensava uma agricultura insuficiente. O burro era o principal meio de transporte das mercadorias, por caminhos que atravessavam a fronteira, em locais onde os guardas pudessem ser despistados.
É por esses trilhos do contrabando que se desenvolve este percurso pedestre. Inicia-se em Tourém, situada nos limites do Parque Nacional da Peneda-Gerês, seguindo na direção da aldeia de Randin, por caminhos tradicionais com muros antigos, acompanhando terras de cultivo e vegetação de grande beleza, onde não faltam os centenários carvalhais. Ultrapassada a aldeia galega, acompanha-se o rio Sallas e depois a sua barragem, proporcionando vistas magníficas, com a passagem pelo marco onde se faz a reentrada em Portugal.
É um trilho circular, de grande beleza paisagística e rural, curto e fácil, muito agradável de percorrer apesar de se pisar demasiado alcatrão ao redor de Randin. A opção mais longa permite-nos ainda conhecer um pouco melhor as redondezas da aldeia portuguesa. Este percurso segue a marcação do PR 6 (a versão mais longa utiliza parte do trilho da Costa), mas as marcações no terreno nem sempre são claras e suficientes, com alguns postes caídos ou desaparecidos. Um conselho: siga a Itinerante!

Pontos de Interesse

TOURÉM

A aldeia de Tourém, pequena e acolhedora aldeia de fronteira, possui um harmónico conjunto de casas de pedra, muitas delas do século XVIII.

RANDIN

A aldeia de Randin é um pequeno núcleo rural Galego, na fronteira com Portugal. 

CAPELA DE S.LOURENÇO

A Capela de S. Lourenço é uma pequena mas bonita construção medieval datada do século XVI, situada numa zona elevada, na fronteira com terras Galegas. 

V. R. Sto. António

De Cacela Velha ao Farol de V.R. Sto. António

Este trilho, não circular, inicia-se na histórica povoação de Cacela Velha e termina no Farol de Vila Real de Santo António. 
É um longo passeio pela praia entre duas reservas naturais: a do Parque natural da Ria Formosa e a da Mata de Vila Real de Santo António. Aconselha-se o início da caminhada logo pela manhã, para acompanhar o acordar das aves com a luz que realça a beleza natural da ria Formosa. 
É um trilho muito bonito e fácil, quase todo plano, mas atenção: não se pode fazer na preia-mar (maré cheia), uma vez que decorre quase sempre pelo bom piso de areia húmida à beira mar. 

Pontos de Interesse

CACELA VELHA

Primitiva sede do actual concelho de Vila Real de Santo António, a sua existência como centro urbano remonta, pelo menos em termos de vestígios arqueológicos, ao tempo de Romanos e Árabes.

RIA FORMOSA

É um cordão de dunas e ilhas onde é possível observar um conjunto significativo de pequenas aves e plantas únicas, constituindo um local de rara beleza onde a natureza foi mantida intacta. 

MANTA ROTA

Manta Rota engloba uma praia de 12 Km, uma das mais extensas da Europa. 

MONTE GORDO

Esta antiga vila de pescadores, situada entre um vasto pinhal e o mar, foi pioneira na exploração turística no Algarve.

FAROL DE V. R. STO. ANTÓNIO

A construção deste farol iniciou-se em 1916, tendo entrado em funcionamento em 23 de Janeiro de 1923. 

Valença

Este é o último trilho do caminho central português em território nacional. É um percurso não muito difícil nem muito extenso, com piso e paisagem variados.
Tem o seu início na Igreja de Rubiães, junto à N201, segue por zonas agrícolas passando pela ponte românica (medieval) de Rubiães e por lugares como Pecene, até chegar à capela de S. Bento da Porta Aberta, o ponto mais alto deste percurso. A partir daqui segue por trilhos montanhosos e muito arborizados, passando por Fontoura e Paços, até chegar à ponte medieval de Pedreira. Seguindo o caminho, atravessa a N13 e continua por zona edificada até Valença do Minho.

Pontos de Interesse

IGREJA S. PEDRO DE RUBIÃES

A Igreja de S.Pedro de Rubiães está situada em Rubiães, no concelho de Paredes de Coura. Está classificada como Monumento Nacional desde 1913. 

CAPELA DE S. BENTO DA PORTA ABERTA

A Capela de S. Bento da Porta Aberta, construída no séc. XVII, destacada pelos seus 2 grandes lances de escadas, está localizada no lugar de Cossourado.

PONTE DA PEDREIRA

Ponte medieval, de origem romana, sobre a ribeira da Pedreira e junto a Paços, freguesia do Cerdal.

FORTALEZA DE VALENÇA

A Fortaleza de Valença, localizada no topo de dois outeiros em Valença do Minho, junto ao rio Minho, é um sistema abaluartado construído nos séculos XVII e XVIII, apesar de os seus primeiros muros terem sido construídos no século XIII.

Vinhais

De Vinhais à Ribeira de Ladrões e Cidadelha

Este é um percurso emblemático da resistência Monárquica, com início e fim no local onde foi hasteada a bandeira azul e branca, em plenas comemorações do 1º aniversário da República, 5 de Outubro de 1911.
O percurso inicia-se frente à Câmara Municipal de Vinhais, com a subida da encosta por onde Paiva Couceiro e as suas forças militares atacaram – Alto da Corujeira. Segue-se depois para Rio de Fornos, a partir de onde se acompanha a bonita Ribeira de Ladrões. No regresso, acompanha-se a Ribeira pela outra margem, sobe-se ao Parque Biológico e depois à Cidadelha, de onde se pode observar a bonita paisagem do alto dos seus 1021 m e visitar as ruínas de um antigo Castro. 
A partir deste ponto, o trilho faz toda a descida até Vinhais, no início por um bosque de carvalhos e outras espécies folhosas. Um percurso muito bonito no extremo do Parque Natural de Montesinho, que acompanha parcialmente os percursos marcados PR3 VNH e PR6.

Pontos de Interesse

EDIFICIO CÂMARA MUNICIPAL DE VINHAIS

O Edifício dos Paços do Concelho de Vinhais é o antigo Convento de Santa Clara

SOLAR DE RIO DE FORNOS

Solar do Morgado de Rio de Fornos, situado à entrada de Rio de Fornos.

PARQUE BIOLÓGICO VINHAIS

O Parque Biológico de Vinhais está situado no Viveiro Florestal de Prada, no Perímetro Florestal da Serra da Coroa, em pleno Parque Natural de Montesinho e a cerca de 3 km de Vinhais. 

CIDADELHA

O Alto da Cidadelha situa-se a 1021 metros de altitude, sendo um miradouro para a linda paisagem circundante, onde se pode avistar Vinhais. 

Zambujal

De S. Julião ao Zambujal

Este trilho, circular, inicia-se e termina em S. Julião, com lindas vistas de mar e praia e com a vila da Ericeira ao longe. 

A partir da praia o trilho dirige-se para o interior, onde se percorrem zonas rurais, com bonitos vales cultivados e com a visita a dois fortes das Linhas de Torres: o forte do Zambujal, recuperado, que domina os vales profundos da paisagem circundante, e o forte de S. Julião, quase inexistente mas oferecendo uma compensadora vista de mar.

Pontos de Interesse

São Julião

Em S. Julião, junto a uma das melhores praias do concelho de Mafra, merece visita a Capela, construída no século XVIII, com painéis decorados de azulejos azuis e brancos, cujo tema é a vida de S. Julião e Santa Basilissa.

Igreja de Nossa Senhora do Ó

É desconhecida a data da sua edificação, mas alguns dos seus elementos decorativos indicam que já era utilizada para o culto no início do século XVI e foi elevada a matriz da freguesia em 1570. 

Forte Zambujal

Situado junto à povoação de Zambujal-Casas Velhas, o forte do Zambujal defendia o desfiladeiro de Fonte Boa da Brincosa, o vale da Senhora do Ó e a Estrada da Carvoeira. 

Forte de S.Julião

Inserido no núcleo defensivo da Carvoeira, na 2ª Linha Defensiva, o forte de S. Julião situa-se sobre a praia da Foz do Lisandro.