Visitar os Campos de Batalha - A opinião de António Ventura

Invasões Francesas – expressão utilizada em Portugal – Guerra Peninsular – a mais generalizada, principalmente no mundo anglo-saxónico, mas também entre nós – e Guerra da Independência – em Espanha. Três nomes para um mesmo processo. Geograficamente, a guerra abrangeu a totalidade da Península Ibérica, a França – com os seus aliados e vassalos – e a Inglaterra. No que respeita à Espanha, assumiu, inegavelmente, características de uma luta pela independência. O conflito pode, por isso, ser estudado numa dimensão europeia e atlântica, como parte das chamadas Guerras Napoleónicas, reflexo do expansionismo francês decorrente da Revolução, continuado pelo projecto napoleónico, e por outro, da luta entre a França e a Grã-Bretanha pela hegemonia no velho Continente.

Mas a Guerra Peninsular também suscita outros tipos de interesse, como sejam os jogos de guerra e o que resulta do estudo dos campos de batalha e da sua evolução ao longo destes dois séculos, isto é, partir de mapas, esquemas, descrições e relatórios da época em que os combates ocorreram, e confrontá-los, hoje em dia, com o que se pode reconhecer numa paisagem transformada pela natureza e, mais ainda, pela acção do homem. São abundantes as obras que permitem esse tipo de comparação, e salientamos uma delas: Campaigning with the Duke of Wellington & Featherstone (Emperor’s Press, Chicago, 1993).

Versão completa na Revista ITINERANTE n.º 1

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Sobre o autor

António Ventura

Professor Catedrático do Departamento de História da Faculdade de Letras de Lisboa e Director da Centro de História da Universodade de Lisboa.

(Consultor Científico do bloco "Conhecer" da revista Itinerante n.º 1)

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