A completar sessenta anos, este espaço tomou o nome do pai dos atuais responsáveis os quais vêm dando continuidade – um na sala/gestão e outro na cozinha – a este reputado espaço que os progenitores tão bem souberam erguer e manter. O café original, que abriu portas em 1954, foi crescendo com o decorrer dos anos, anexando lojas adjacentes, dando lugar ao conjunto atual de restaurante e cafetaria.
Decorado em estilo rústico, o restaurante compreende um conjunto de salas com tetos em abóbadas, em que a tijoleira é o material principal. No branco das paredes, uma réplica de um painel de azulejos do século XVII, da Igreja de Nossa Senhora de Brotas, sobressai entre os prémios e artigos emoldurados, e alguns quadros.
Sobre a mesa, que se aconselha reservar, a brancura da toalha contrastava com o salpicado de cor das entradas que nos esperavam pacientemente: prove-se o queijinho seco, a orelha de porco de coentrada, o paio alentejano, os torresmos de rissol, as ovas de peixe, as febrinhas de porco de coentrada, os ovos de codorniz com azeite e alhos ou com paio, os cogumelos assados ou de vinagrete, as empadas de galinha ou os ovos mexidos com espargos.
Nas sopas constam as tradicionais açordas alentejanas, só com ovo ou também com bacalhau, a sopa de cação e o gaspacho.
Entre a vintena de especialidades, de peixe e carne, com caça incluída, que constam na ementa, as sugestões do chefe Carlos Mendes, nesta nossa última visita, apontavam para os arrozes de lebre ou de pombo bravo, perdiz à D. Bia, medalhão de lombo de porco preto, cabrito à Morense, posta de vitela alentejana, naco ou costeleta de novilho e coelho à caçador. Mas outros pitéus estavam também disponíveis: os bacalhaus à Afonso e à Braz, a açorda de perdiz, o ensopado de lebre, ou os lombinhos, presas e secretos de porco preto.
A terminar, para além das frutas, os conventuais doces alentejanos são de morrer e chorar por mais.
A lista de vinhos, por região, com alguns datados, faz juz ao repasto.
O atendimento é irrepreensível de simpatia e atenção, a merecer nota máxima.



