Este regimento teve origem no Batalhão de Caçadores do Porto – organizado por ordem da Junta Provisional do Supremo Governo do Reino, no Porto, a 12 de Junho de 1808 – que, pela reorganização de 28 de Outubro de 1808 foi incorporado no Exército com a designação de Batalhão de Caçadores 6.
As suas participações mais relevantes nas Invasões Francesas aconteceram no combate da Roliça (17 de Agosto de 1808), na batalha do Vimeiro (23 de Agosto de 1808), integrados na brigada Trant e na batalha do Buçaco (27 de Setembro de 1810), integrados na brigada Campbell.
O soldado veste o uniforme de Inverno (o uniforme de Verão tem calça branca), em burel, um tecido artesanal português, feito de lã, característico da região interior Norte (Serra da Estrela).
A arma é uma espingarda “Baker”, uma das armas oficiais do exército britânico. A grande inovação desta arma foi a introdução do cano estriado que permitia um maior alcance efectivo e uma maior precisão. A integração do sistema de limpeza na coronha, que permitia a sua utilização em qualquer situação de combate, foi outra inovação desta arma. Pesa cerca de 4kg e mede um pouco mais de 1,15m. A sua menor envergadura face às suas congéneres da época era compensada pelo acoplamento de uma espada. A vareta de ferro que servia para ajudar no carregamento da arma, o saca-trapo para retirar da arma os resíduos deixados pela deflagração da pólvora e o pick and brush para limpar o ouvido da arma, eram essenciais para o bom funcionamento da espingarda.
A mochila – era chamada de envelope pack, devido à forma como abria – onde os soldados guardavam os seus pertences, o cantil, na maioria das vezes com vinho, algumas vezes com brandy, quase nunca com água… e a patrona, para transportar a reserva de cartuchos, eram peças-chave no equipamento do soldado.
Modelo: António Viana, da Associação Napoleónica Portuguesa.
A ITINERANTE agradece o entusiasmo e a disponibilidade demonstrados.

Foi com muito agrado que comprei e li o vosso primeiro número da revista Itinerante. Para além do tema base, o pedestrianismo, fiquei muito contente pela escolha do Bicentenário da Guerra Peninsular como temática deste número. Verifiquei que recorreram frequentemente à Recriação Histórica para ilustrar alguns dos óptimos artigos que compõem a linha deste mês. No entanto, queria só chamar a atenção para um erro que aparece na imagem central do praça de Caçadores – Em 1810 as unidades de Caçadores não eram organizadas em escalão de Regimento, mas sim em escalão de Batalhão, sendo que a legenda correcta é Batalhão de Caçadores Nº6 ou Batalhão de Caçadores 6. Existem algumas obras, onde tal pode ser verificado, tais como:
Chartrand, R. (2000). The Portuguese Army of the Napoleonic Wars (vol. 1). Oxford: Osprey Publishing
Chartrand, R. (2000). The Portuguese Army of the Napoleonic Wars (vol. 2). Oxford: Osprey Publishing
Chartrand, R. (2001). The Portuguese Army of the Napoleonic Wars (vol. 3). Oxford: Osprey Publishing
Chartrand, R.; Coelho, S. V. (2006). A Infantaria Ligeira da Guerra Peninsular. Almeida: Edição da Câmara Municipal
Martelo, D. (2007). Os Caçadores – Os galos de combate do Exército de Wellington. Lisboa: Tribuna da História
Fica aqui o meu contributo, reiterando as minhas felicitações pela excelente publicação e os meus votos de grande sucesso.
As unidades de Caçadores do Exército Português foram integradas na famosa Divisão Ligeira do Exército Britânico. Os britânicos consideravam que o soldado português tinha o perfil ideal para a infantaria ligeira. Assim o General Wellesley chamou-os de “galos de combate do exército”. (fighting cocks of the army).
Actualmente o Exército Português já não tem unidades de Caçadores e já nem é utilizada a insígnia (trompa de caça) contrariamente a outros exércitos (cazadores, chasseurs, cacciatore, rifles, jagers, rangers). Entretanto chamamos “rangers” ao pessoal das “operações especiais” quando deviam ser…caçadores!
Batalhão de Caçadores 5
Batalhão de Caçadores Paraquedistas
Companhias de Caçadores Especiais (Alguns dos quadros receberam treino de ”commando de chasse” em Pau, França)