Sinais humanos que salvavam vidas

Na Ericeira, uma pequena vila piscatória localizada a 35 quilómetros de Lisboa, até aos anos 90 do século passado, os pescadores podiam contar com a ajuda de um sinaleiro da entrada no porto. Era ele quem, quando o mar estava bravo, se colocava num local estratégico, o muro das arribas (no cimo da Praia dos Pescadores, com mais de 20 metros de altura) e, usando uma “marca” – um barrete, um pano, ou até a própria camisa –, fazia sinais aconselhando o melhor momento, a melhor onda para trazer, em segurança, as embarcações para o porto. Os sinaleiros não tinham qualquer formação específica; apenas a experiência acumulada de muitos anos de mar, de muitas horas a ver o mar.

Versão completa na Revista ITINERANTE n.º 2

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