Antiga adega, de que ainda é visível no tecto em madeira, posteriormente moagem, tem uma decoração com motivos alusivos à caça, com uma ambiência quente, onde predominam tons escarlates e ocres. Nas noites frias de Inverno a lareira a lenha contribui ainda mais para este ambiente.
Pelas mãos do chefe Vítor Silva, o proprietário, tudo o que é utilizado na confecção das iguarias, desde as entradas às sobremesas, é garantia de qualidade.
Sem grandes elaborações culinárias, a cozinha tradicional portuguesa é aqui divinalmente tratada.
Mas se lhes apetecer uns pimentos de Padrón, em sua época, também os há.
Regalem-se com as entradas, mas deixem espaço para os peixes e carnes. Nos primeiros, experimente-se um prato de bacalhau e, nas carnes, qualquer dos petiscos à base de caça será um prazer que jamais se esquecerá.
Nas sobremesas, prove-se, se os houver, uns soberbos figos assados em Armagnac.
Nos vinhos, não tenham problema em experimentar o da casa.
Serviço esmerado e sem reparos.
Aconselha-se reserva de mesa.
Versão completa na Revista ITINERANTE n.º 3




Parabéns à equipa Itinerante pela excelente qualidade que desde o primeiro número, imprimiu à sua revista. Do n.º 3, por impossibilidade minha, não aproveitámos no terreno as sugestões para nos pormos a caminho de Santiago. E assim, saindo da nossa Ericeira, na companhia das “belas itinerantes”. ficámo-nos logo por Catefica, no Trás d’Orelha, deliciando-nos com as iguarias da cozinha tradicional, do qual já éramos conhecedores, mas beneficiando agora, das sugestões insertas neste número da Itinerante.
Depois rumámos a Norte, para Torres Vedras, onde fizemos a nossa caminhada no Convento da Graça, visitando a bem conseguida exposição sobre as Linhas de Torres (Itinerante n.º 1).
Pretendíamos continuar, mais para Norte, até ao Farol do Cabo Carvoeiro (Itinerante n.º 2) e à respectiva caldeirada, mas fez-se tarde, pelo que ficou para melhor ocasião.
Um grande abraço e cá esperamos por mais estímulos e inspirações.
António Carlos Serra