- Lord Douro a passar pela zona do Forte da Archeira.
- O interesse que o Raid desperta na população é visível no olhar destas crianças.
O projecto Raid hípico é assim uma excelente acção de marketing das Linhas, onde o evento equestre é estrategicamente usado para mostrar e divulgar um espaço histórico e turístico único. Os cavalos são respeitados e admirados pela maioria da população e garantem a utilização sustentável de todo este património monumental. A prova desportiva é no fundo uma forma suave e ilustrada de informar e cativar as pessoas para a nossa história e espaço rural, sem recorrer às tradicionais injecções históricas, que se ficam apenas pelo passado, sem qualquer ponte com o futuro e perspectiva de retorno turístico.
Há, contudo, muito trabalho de pesquisa histórica por trás do raid, que inclui memórias locais guardadas ao longo de gerações, trabalhos de investigação conceituados, intensa recolha bibliográfica, a própria imagem de promoção etc, Tudo foi devidamente ponderado durante anos para que o evento conseguisse abrir horizontes para além da prova desportiva federada de tempo limitado e o itinerário escolhido pudesse integrar, ao longo dos seus 75 km, os locais de maior potencial turístico e suporte histórico. O percurso do raid é óptimo para acções de turismo equestre, pedestre ou btt em natureza, começando mesmo a atrair a atenção para iniciativas nas referidas áreas..
O Raid do Bicentenário realizou-se a 20 de Março e contou com a participação especial de Lord Arthur Charles Wellesley, então Marquês do Douro e Torres Vedras. O herdeiro do Ducado de Wellington e actual Duque de Cidade Rodrigo, usou o dorsal 33, número do regimento do seu tetravô, o grande General, e montou um excelente cavalo árabe pertencente a Rui Brazão, muito semelhante ao preferido do Duque de Ferro, o Copenhagen. Foi, sem dúvida, um momento alto para a valorização e promoção da rota histórica e turística, constituída por fortes, estradas militares, aldeias históricas e quintas quartéis generais, por entre paisagens rurais deslumbrantes.
Versão completa na Revista ITINERANTE Especial 2010 – Linhas de Torres Vedras

