Da cozinha a cargo de Luís Miravent, o proprietário, coadjuvado por mãos de mulher, saem pratos requintados (se fosse este um lugar “in”, diríamos que eram de “autor”) mas, ao mesmo tempo, de uma simplicidade e tradicionalismo a toda a prova.
No rol das entradas, além de umas magníficas bem temperadas empadas de galinha e de uns peixinhos-da-horta de uma tempura no ponto, constavam ainda espargos, tomates recheados e ovos verdes.
Quanto aos pratos principais, e no que no mar tem origem, o destaque vai para o polvo ao vapor e o peixe-porco, grelhado ou em filetes, variedade piscícola existente na costa portuguesa, do qual se desconhecia utilização culinária no nosso país. A garoupa era também uma opção.
Quanto às carnes, rosbife, arroz de pato, vitela estufada, perdiz de escabeche e perna de borrego no forno compunham a lista à nossa escolha.
Quanto à doçaria, apresentada numa mesa à entrada da sala, o pudim de Abade de Priscos, a tarte Tatin, as peras em vinho da Madeira e a encharcada eram as escolhas disponíveis.
Referência final para a lista de vinhos, onde sobressaem os da região.
Serviço atencioso e simpático. É aconselhável reservar mesa.
Versão completa na Revista ITINERANTE n.º 3

