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		<title>A vida de Santiago</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 07:57:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tiago (Jacobus, Iago, Jacques) foi um dos primeiros seguidores de Jesus Cristo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<a href='http://itinerante.pt/a-vida-de-santiago/sant1y/' title='Sant1y'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/Sant1y-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Santiago Peregrino" title="Sant1y" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/a-vida-de-santiago/sant2y/' title='sant2y'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/sant2y-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Na chegada à Galiza, a Iria Flávia, o barco com os restos mortais de Santiago foi amarrado à coluna de pedra que está na igreja de Santiago, em Padrón. Atire uma moeda; se ela não cair o seu desejo será satisfeito…" title="sant2y" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/a-vida-de-santiago/sant3-copy/' title='sant3 copy'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/sant3-copy-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Santiago Mata-Mouros" title="sant3 copy" /></a>
Tiago (Jacobus, Iago, Jacques) foi um dos primeiros seguidores de Jesus Cristo. «Caminhando ao longo do mar da Galileia (…) [Jesus] viu outros dois irmãos: Tiago e seu irmão João [Evangelista], os quais, com seu pai Zebedeu, compunham as redes dentro do barco. Chamou-os, e eles, deixando no mesmo instante o barco e o pai seguiram-n&#8217;O.» (S. Mateus, 4, 18)<br />
Depois da crucificação de Jesus, Tiago continuou a divulgar a palavra do seu Mestre e numa das suas viagens chegou à Galiza onde pregou durante alguns anos, ainda que sem grande sucesso. De regresso a Jerusalém, em 44 d.C., Santiago foi mandado prender por Herodes Agripa, por idolatria, e condenado a morrer decapitado. O corpo de Tiago foi lançado às feras mas dois dos seus discípulos – Atanásio e Teodoro – anteciparam-se, recolheram-no e, de barco, viajaram em direcção à Galiza com o intuito de aí o enterrarem. Conta a lenda que o pequeno barco não tinha leme nem velas mas que seguiu o seu rumo guiado por um anjo.<br />
A recepção na Galiza não foi calorosa. Quem governava era a rainha Lupa, que só concordou em acolher os restos de Santiago após a superação de uma prova: Atanásio e Teodoro tinham que matar o dragão e trazer os touros bravos que viviam em Pico Sacro. Eles conseguiram e, perante tal façanha, a rainha Lupa converteu-se ao cristianismo e deixou-os sepultar o apóstolo num lugar chamado Libredón. Aí foi erguida uma pequena capela e sob o altar ficaram as relíquias de Santiago.<br />
Durante séculos o túmulo esteve abandonado até que um dia, no início do século IX, o eremita Pelayo foi testemunha de uma revelação divina e descobriu o sepulcro do apóstolo em Campus Stellae, actual Santiago de Compostela. Os rumores desta descoberta chegaram até ao bispo de Iria Flavia, Teodomiro, que se tornou no grande responsável pelo inventio, a difusão no mundo cristão da descoberta do sepulcro de Santiago. A crença de Teodomiro era tanta que originou a intervenção do rei Afonso II, o Casto, que mandou edificar um templo em homenagem ao apóstolo.<br />
A peregrinação a Santiago impulsionou o desenvolvimento de uma rede de caminhos a que se associou a construção de infra-estruturas básicas: hospitais, albergues, hospedarias. Durante a Idade Média, o Caminho de Santiago gerou grande diversidade de actividades e intercâmbio. Nas localidades por onde passava, os mercados eram famosos, autênticos palcos de troca entre produtos locais e de outras terras. Porém, com as Guerras Religiosas o Caminho quase caiu no esquecimento. Foi no último quartel do século passado que se redescobriu o Caminho de Santiago. Este ano, ano Jacobeu, são esperados cerca de 300.000 peregrinos. É obra!</p>
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		<title>A Igreja Matriz de Santiago do Cacém</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 07:41:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Quando for a Santiago do Cacém não perca a oportunidade de visitar a Igreja Matriz!]]></description>
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<a href='http://itinerante.pt/a-igreja-matriz-de-santiago-do-cacem/igreja1/' title='Igreja1'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/Igreja1-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Igreja1" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/a-igreja-matriz-de-santiago-do-cacem/ultimaceia/' title='UltimaCeia'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/UltimaCeia-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="UltimaCeia" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/a-igreja-matriz-de-santiago-do-cacem/uig1copy/' title='Uig1copy'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/Uig1copy-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A “jóia da coroa”: o alto-relevo representando Santiago Mata-Mouros, provavelmente de autoria de Telo Garcia, que também pertenceu a D. Vetaça e considerado uma das principais obras do gótico português" title="Uig1copy" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/a-igreja-matriz-de-santiago-do-cacem/2222-1-copy/' title='2222-1 copy'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/2222-1-copy-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Figuras no arranque do arco ogival - Tangedor" title="2222-1 copy" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/a-igreja-matriz-de-santiago-do-cacem/unt333331-copy/' title='Unt333331 copy'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/Unt333331-copy-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A obra mais recente: a escultura em betão e renda da autoria de Joana Vasconcelos. Representa um peregrino a Santiago. Repare no pormenor das vieiras a cobrirem-lhe os pés..." title="Unt333331 copy" /></a>
Não se intimide com a subida. É íngreme e deve ser feita com cuidado – as pedras puídas pelo tempo e pelas gentes são traiçoeiras – mas quando se atinge o topo, o esforço dispendido é duplamente compensado: do adro, a vista arrebata, a paisagem esmaga; na igreja “respira-se” paz, solenidade. O mesmo espírito que se “vive” nas igrejas galegas que estão ao longo do Caminho. Influência do apóstolo? Talvez… provavelmente!<br />
E sente-se o peso da História. Por aqui passam, desde a Idade Média, peregrinos a caminho de Compostela. Uns vinham do <em>Promontorium Sacrum</em> (Promontório de Sagres), outros vinham de Espanha e atravessavam o Alentejo, zona mais plana e segura que a meseta ibérica. Alguns eram gente importante, mas a maioria era gente anónima, despojada de bens, com lugar “reservado” na missa para trás da coluna que ainda tem gravado na pedra <em>PAUCI</em>, pobres, em latim. Perto da entrada, para que os odores pestilentos não incomodassem as famílias nobres da zona – como os Murzelo de Mendonça que têm campa sepulcral em lugar de destaque.<br />
O templo foi construído no século XIII e beneficiado nas primeiras décadas do século seguinte, a expensas da Princesa Vetaça Lezcaris, aia da Rainha Santa Isabel, detentora da comenda de Santiago do Cacém entre 1310 e 1336. Sofreu novas intervenções em 1530, 1704 e entre 1796 e 1830. Esta última, consequência do terramoto de 1755, modificou a sua orientação – a entrada passou a ser feita pelo local onde estava a capela-mor – e aumentou-a.<br />
Ao longo dos séculos XIX e XX a igreja passou por momentos conturbados – dois incêndios de alguma dimensão, o último dos quais, em 1912, levou à transferência da paróquia para a Igreja da Misericórdia – mas foram sendo feitas obras e actualmente a igreja está muito bonita e foi classificada, em 1910, Monumento Nacional.<br />
Em 2002, ocorreu a última intervenção: num esforço conjunto da Câmara Municipal de Santiago do Cacém e da Diocese de Beja, foi criado o núcleo museológico do Tesouro da Colegiada onde pode ver o relicário do Santo Lenho – uma obra notável que também pertencia a D. Vetaça Lezcaris – e um espólio riquíssimo destinado a servir sobretudo cerimónias litúrgicas.<br />
Agora sente-se, descanse e aprecie as peças expostas na Igreja Matriz.<br />
E já sabe: </p>
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		<title>Uma boa ajuda para o caminho&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 07:02:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[À saída de Santiago do Cacém, num monte sobranceiro à estrada que nos conduz a Beja, um pouco depois do desvio para as ruínas romanas de Miróbriga, vamos encontrar o restaurante A Deolinda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<a href='http://itinerante.pt/uma-boa-ajuda-para-o-caminho/p1220079_tratada/' title='P1220079_TRATADA'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/P1220079_TRATADA-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="P1220079_TRATADA" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/uma-boa-ajuda-para-o-caminho/p1220069_tratada/' title='P1220069_TRATADA'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/P1220069_TRATADA-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="P1220069_TRATADA" /></a>
À saída de Santiago do Cacém, num monte sobranceiro à estrada que nos conduz a Beja, um pouco depois do desvio para as ruínas romanas de Miróbriga, vamos encontrar o restaurante A Deolinda.<br />
A simpática e atenciosa D. Deolinda faz as honras da casa enquanto o marido, na cozinha, prepara diversos pitéus dignos de realce: arroz de lebre com grão, borrego no pão, sopa de lebre, carne de porco com camarão, castanhas, maionese de alho ou migas, javali à transmontana, lebre à caçador, língua de vitela estufada, feijoada mista, bifinhos de avestruz, galinha com pimentos e cabritinho à pastor.<br />
Queijo de Serpa, painho de porco preto, bem como uns camarões panados, podem ser provados como entrada.<br />
A lista de vinhos, não sendo farta, tem alguns exemplares à altura das hostilidades.<br />
Nas sobremesas podemos encontrar doçaria regional, de que são exemplo a sericaia e o bolo rançoso.<br />
Aconselha-se reserva de mesa.</p>
<p><em>Versão completa na Revista ITINERANTE n.º 3</em></p>
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		<title>Portalegre e Elvas no Caminho de Santiago</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 22:34:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itinerante</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na Idade Média, Portalegre e Elvas, na altura, duas pequenas vilas do norte alentejano, também faziam parte do Caminho de Santiago.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<a href='http://itinerante.pt/portalegre-e-elvas-no-caminho-de-santiago/aaaa-1-copy/' title='aaaa-1 copy'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/aaaa-1-copy-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="aaaa-1 copy" /></a>
Na Idade Média, Portalegre e Elvas, na altura, duas pequenas vilas do norte alentejano, também faziam parte do Caminho de Santiago. As referências de toponímia jacobeia existente em onze contratos de aforamento urbano, celebrados em Janeiro, Fevereiro e Novembro de 1436, permitem estabelecer duas pequenas rotas adjacentes às grandes vias: a ligação entre Portalegre e o Crato, assim como a articulação entre Elvas e Estremoz.<br />
São dez as cartas referentes a aforamentos de casas de propriedade régia em Portalegre e tendo em conta que as casas aforadas eram “dianteiras”, isto é, com fachada para a rua, para a sua exacta localização o tabelião usou como referência a igreja de Santiago.<br />
Dizem as cartas que as propriedades se situam na “rua de Santiago” ou, numa designação mais completa, na “rua do postigo de Santiago”, isto é, numa rua que irá desembocar no postigo da muralha fronteiro à igreja de Santiago: o templo sobre o qual foi erguido o actualmente existente, que é do século XVI.<br />
O adro desta igreja é outro ponto de referência no tecido urbano. Podemos traçar, na planta de Portalegre, um “adro de Santiago” rodeado de casas com seu celeiro e, algumas, com cavalariças.<br />
A igreja de Santiago, situada na zona oriental da vila e fora das muralhas, ficava no caminho que conduzia ao Crato.<br />
Em Elvas, a documentação estudada refere o aforamento de um terreno, propriedade do concelho. O terreno, que, pelo preço, seria amplo, é aforado a um “físico” (médico) morador na vila, com o compromisso de aí construir uma casa. O local expressamente mencionado era a “praça da rota de Santiago”: uma praça situada no caminho que levava a Estremoz.<br />
Portalegre e Elvas eram duas vilas periféricas, pois jamais a corte, então itinerante, tocou, sequer, as áreas próximas: locais periféricos num reino geograficamente periférico em relação aos demais reinos da cristandade. São também zonas de fronteira, especialmente instáveis num reino em que a paz era recente e nunca definitiva. Mesmo assim, puderam juntar-se à grande família das urbes jacobeias.</p>
<p><em>Versão completa na Revista ITINERANTE n.º 3</em></p>
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		<title>Comidinha bem acabada</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 22:06:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itinerante</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este antro de gastronomia tradicional portuguesa, muito especialmente Beirã, é um daqueles santuários que todo o peregrino da boa cozinha não deve deixar de visitar, pelo menos uma vez na vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<a href='http://itinerante.pt/comidinha-bem-acabada/foto1opy/' title='foto1opy'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/foto1opy-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="foto1opy" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/comidinha-bem-acabada/foto2opy/' title='foto2opy'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/foto2opy-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="foto2opy" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/comidinha-bem-acabada/foto3opy/' title='foto3opy'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/foto3opy-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="foto3opy" /></a>
Este antro de gastronomia tradicional portuguesa, muito especialmente Beirã, é um daqueles santuários que todo o peregrino da boa cozinha não deve deixar de visitar, pelo menos uma vez na vida.<br />
Com capacidade para cerca de uma quarentena de apreciadores, é por isso aconselhável reservar mesa, se não pretender ficar muito tempo à espera.<br />
Mestre José Gil, o proprietário e cozinheiro deste espaço gastronómico, é um beirão dos quatro costados com o engenho e a arte de bem saber trabalhar o fogão de ferro, de outras eras, e o forno a lenha onde os emblemáticos pratos desta casa são preparados, bem à vista dos comensais: bacalhau à lagareiro, cabrito assado no forno, chanfana, conserva de porco, migas lagareiras, polvo assado na brasa, posta à Trás-os-Montes e vitela à Lafões.<br />
Na ementa, de uma originalidade ímpar, constam ainda magníficas entradas de que são exemplo, para além do típico queijo regional do Rabaçal, petinga em escabeche, morcela com grelos, cogumelos selvagens com alho e salsa, ovos quebrados ou orelha com coentros e, por fim, sobremesas, tais como barriga de freira, leite-creme queimado, arroz doce, encharcada, bolo de bolacha ou crepes.<br />
A garrafeira, fornecida a contento, tem um rol de escolhas que complementam com dignidade o magnífico repasto.<br />
Nota final para o impecável atendimento dispensado.</p>
<p><em>Versão completa na Revista ITINERANTE n.º 3</em></p>
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		<title>Sem fusão nem confusão…</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 11:38:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Escondido em Catefica, um pequeno lugar junto à entrada Sul de Torres Vedras, pouco visível da estrada que lhe dá acesso, o restaurante Trás d’Orelha está destinado ao sucesso desde o dia em que abriu portas, em 2003.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<a href='http://itinerante.pt/sem-fusao-nem-confusao%e2%80%a6/rest31py/' title='rest31py'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/rest31py-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="rest31py" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/sem-fusao-nem-confusao%e2%80%a6/rest32py/' title='rest32py'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/rest32py-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="rest32py" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/sem-fusao-nem-confusao%e2%80%a6/rest33py/' title='rest33py'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/rest33py-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="rest33py" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/sem-fusao-nem-confusao%e2%80%a6/rest34/' title='rest34'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/rest34-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="rest34" /></a>
Escondido em Catefica, um pequeno lugar junto à entrada Sul de Torres Vedras, pouco visível da estrada que lhe dá acesso, o restaurante Trás d’Orelha está destinado ao sucesso desde o dia em que abriu portas, em 2003.<br />
Antiga adega, de que ainda é visível no tecto em madeira, posteriormente moagem, tem uma decoração com motivos alusivos à caça, com uma ambiência quente, onde predominam tons escarlates e ocres. Nas noites frias de Inverno a lareira a lenha contribui ainda mais para este ambiente.<br />
Pelas mãos do chefe Vítor Silva, o proprietário, tudo o que é utilizado na confecção das iguarias, desde as entradas às sobremesas, é garantia de qualidade.<br />
Sem grandes elaborações culinárias, a cozinha tradicional portuguesa é aqui divinalmente tratada.<br />
Mas se lhes apetecer uns pimentos de Padrón, em sua época, também os há.<br />
Regalem-se com as entradas, mas deixem espaço para os peixes e carnes. Nos primeiros, experimente-se um prato de bacalhau e, nas carnes, qualquer dos petiscos à base de caça será um prazer que jamais se esquecerá.<br />
Nas sobremesas, prove-se, se os houver, uns soberbos figos assados em Armagnac.<br />
Nos vinhos, não tenham problema em experimentar o da casa.<br />
Serviço esmerado e sem reparos.<br />
Aconselha-se reserva de mesa.</p>
<p><em>Versão completa na Revista ITINERANTE n.º 3</em></p>
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		<title>Promontorium Sacrum &#8211; Santiago, Menires, Deuses à solta e São Vicente</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 11:27:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itinerante</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Revista 3]]></category>

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		<description><![CDATA[O extremo sudoeste peninsular, promontório finisterra majestoso e solitário, foi desde tempos imemoriais palco de veneração religiosa e mística, guardando nos dias de hoje múltiplos vestígios desse rico historial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<a href='http://itinerante.pt/promontorium-sacrum-santiago-menires-deuses-a-solta-e-sao-vicente/igrejacorvo/' title='IgrejaCorvo'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/IgrejaCorvo-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="IgrejaCorvo" /></a>
O extremo sudoeste peninsular, promontório finisterra majestoso e solitário, foi desde tempos imemoriais palco de veneração religiosa e mística, guardando nos dias de hoje múltiplos vestígios desse rico historial.</p>
<p>Quando o corpo de S. Vicente deu à costa no actual cabo a que deu nome, guardado por dois corvos vigilantes e protectores, foi recolhido pelos cristãos locais e depositado num santuário que, já nessa altura, era alvo da devoção antiga: a Igreja do Corvo.</p>
<p>Localizada no próprio cabo ou, mais provavelmente, alguns quilómetros para o interior, esta igreja foi a meta de intensa peregrinagem durante todo o período de domínio árabe, atraindo populações de todo o Sul da Península e corporizando no culto vicentino toda uma tradição milenar de sacralidade desta finisterra do Sul.</p>
<p>Território juncado de menires, testemunhos actualmente tombados e fragmentados de cultos neolíticos, continuou a ser lugar sagrado para os romanos, que nele veneravam e celebravam os seus deuses e os dos locais, como era seu uso.<br />
Estrabão (geógrafo grego do século I) relata a existência de pedras que eram roladas em oração, assim como a proibição de frequentar o local de noite: «Não é permitido oferecer sacrifícios nem aí pernoitar pois dizem que os deuses o ocupam àquelas horas. Os que o vão visitar pernoitam numa aldeia próxima, e depois, de dia, entram ali levando água, já que o lugar não o tem», acrescentando ainda que, segundo tradições populares, neste local o Sol aumenta no Ocaso, pondo-se com ruído, como que a extinguir-se entre as águas do Oceano.<br />
O promontório foi desde sempre lugar de peregrinação, tendo, em período de dominação islâmica, acolhido peregrinos cristãos e muçulmanos que lhe chamavam Chakrach, e se dirigiam principalmente à Igreja que albergava as relíquias do santo mártir: a Igreja do Corvo.<code></p>
<p><strong>Artigo de José Maria Gama Nunes.</strong></p>
<p><em>Versão completa na Revista ITINERANTE n.º 3</em></p>
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		<title>Uma recompensa merecida</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 11:10:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itinerante</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Revista 3]]></category>

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		<description><![CDATA[O Hotel Caminhos de Santiago situado numa das colinas da cidade de Santiago do Cacém, inaugurado em 2008, é o resultado da recuperação da antiga pousada, a segunda mais antiga de Portugal.]]></description>
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<a href='http://itinerante.pt/uma-recompensa-merecida/p1220093_tratada/' title='P1220093_TRATADA'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/P1220093_TRATADA-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="P1220093_TRATADA" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/uma-recompensa-merecida/hotel/' title='hotel'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/hotel-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="hotel" /></a>
O Hotel Caminhos de Santiago situado numa das colinas da cidade de Santiago do Cacém, inaugurado em 2008, é o resultado da recuperação da antiga pousada, a segunda mais antiga de Portugal.<br />
Proporcionando uma vista panorâmica magnífica sobre a cidade, o projecto de arquitectura fez nascer um segundo edifício, com um design moderno, austero na cor negra e nas linhas direitas e arrojadas.<br />
Já a antiga pousada permaneceu fiel ao seu estilo original, tendo-lhe sido mantida a dignidade da traça com recurso a um tom carmim, em perfeito contraste com a nova estrutura, e ambas com o meio envolvente.<br />
Neste edifício funciona agora a cozinha e o restaurante do hotel, O Peregrino, a não perder, com uma ementa regional da responsabilidade do chefe Vítor Sobral.<br />
A piscina fronteira à antiga pousada completa o conjunto.<br />
A decoração de interiores combina elementos tradicionais alentejanos com peças contemporâneas.<br />
A estadia neste espaço hoteleiro proporcionará, com certeza, momentos únicos de prazer.</p>
<p><em>Versão completa na Revista ITINERANTE n.º 3</em></p>
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		<title>LOCI IACOBI: O Alentejo como ponto de partida rumo a Santiago de Compostela</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 10:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itinerante</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos últimos anos o crescente interesse pelo Caminho de Santiago tem levado à redescoberta de segmentos do Caminho, outrora famosos e que estavam esquecidos.]]></description>
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<a href='http://itinerante.pt/loci-iacobi-o-alentejo-como-ponto-de-partida-rumo-a-santiago-de-compostela/lociaiapy/' title='lociaiapy'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/lociaiapy-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="lociaiapy" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/loci-iacobi-o-alentejo-como-ponto-de-partida-rumo-a-santiago-de-compostela/viajem-ao-alentejo-05-06-10-041bw/' title='Viajem ao Alentejo 05-06-10 041bw'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/Viajem-ao-Alentejo-05-06-10-041bw-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Viajem ao Alentejo 05-06-10 041bw" /></a>
Nos últimos anos o crescente interesse pelo Caminho de Santiago tem levado à redescoberta de segmentos do Caminho, outrora famosos e que estavam esquecidos. A região do Alentejo é exemplo disso. Ainda não são muitos os peregrinos que atravessam a planície alentejana a caminho de Santiago mas já há quem visite as igrejas a pedir carimbo na “Compostela”.<br />
No Baixo Alentejo, a recuperação dos antigos itinerários de peregrinação tem vindo a ser promovida pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja. Esta iniciativa obteve já o reconhecimento da União Europeia, sendo um dos eixos de “Loci Iacobi – Lugares de Santiago, Lieux de Saint Jacques”, projecto-piloto que envolve, para além da Diocese de Beja, a Junta da Galiza e a localidade de Le Puy-en-Velay (França).<br />
A redescoberta de pontos-chaves do Caminho, a interpretação do património cultural e natural a ele associado e a qualificação do acolhimento dos peregrinos são algumas das prioridades deste projecto-piloto, assente na abordagem transversal dos fenómenos históricos, religiosos e turísticos.</p>
<p><strong>Artigo de Frederico Gonçalves.</strong></p>
<p><em>Versão completa na Revista ITINERANTE n.º 3</em></p>
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		<title>Fazer-se à estrada: Um estudo sobre as motivações dos peregrinos a Fátima e a Santiago de Compostela</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 10:08:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itinerante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conhecer]]></category>

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		<description><![CDATA[O que leva todos os anos centenas de milhares de peregrinos a percorrer a pé os caminhos de Santiago de Compostela e de Fátima?]]></description>
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<a href='http://itinerante.pt/fazer-se-a-estrada-um-estudo-sobre-as-motivacoes-dos-peregrinos-a-fatima-e-a-santiago-de-compostela/ps1/' title='ps1'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/ps1-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="ps1" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/fazer-se-a-estrada-um-estudo-sobre-as-motivacoes-dos-peregrinos-a-fatima-e-a-santiago-de-compostela/ps2/' title='Ps2'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/Ps2-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Ps2" /></a>
<a href='http://itinerante.pt/fazer-se-a-estrada-um-estudo-sobre-as-motivacoes-dos-peregrinos-a-fatima-e-a-santiago-de-compostela/ps3y/' title='ps3y'><img width="75" height="75" src="http://itinerante.pt/wp-content/uploads/2010/07/ps3y-75x75.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="ps3y" /></a>
O que leva todos os anos centenas de milhares de peregrinos a percorrer a pé os caminhos de Santiago de Compostela e de Fátima?<br />
Para tentar compreender este “fenómeno” um grupo de investigadores sediado na Universidade de Oxford – psicólogos, teólogos e historiadores – entrevistou centenas de peregrinos ao longo dos caminhos que levam a Fátima e a Compostela e concluiu que a Procura de Sensações e a Comunhão com os Outros são as duas motivações que mais diferenciam os peregrinos a Santiago de Compostela dos peregrinos a Fátima.<br />
Uma das maiores discrepâncias regista-se ao nível da Procura de Sensações, factor relacionado com as motivações mais profanas e “turísticas”, muito mais importante para quem se desloca a Compostela do que para quem vai a Fátima. Enquanto a peregrinação a Compostela parece motivar muitos peregrinos que procuram aventura e lazer – e que vêem essas razões como motivações legítimas para fazer o Caminho – os peregrinos que se dirigem a Fátima desvalorizam esse tipo de razões porque consideram que desvirtua a natureza essencialmente religiosa ou espiritual daquela experiência.<br />
A Comunhão com os Outros foi o outro factor onde encontrámos grandes diferenças. De facto, esta é a segunda motivação mais importante para os peregrinos de Fátima, mas a menos importante para os de Santiago. A nossa própria experiência como peregrinos confirmou que o convívio, a entreajuda e a partilha de experiências são determinantes para os peregrinos de Fátima, e que os momentos mais marcantes e emocionantes do percurso são caracterizados por actividades em grupo (de oração, de festa, de celebração litúrgica, de refeições, etc). Pelo contrário, muitos dos peregrinos de Santiago fazem-se ao Caminho para estar “sozinhos, consigo próprios” e procuram que o percurso físico se reflicta num percurso interior de auto-análise e reflexão, ou então de proximidade com a natureza e o meio ambiente e não tanto com os outros peregrinos.<br />
Estas conclusões, embora provisórias e fragmentárias, permitem-nos ter uma ideia mais clara da forma como os peregrinos a Fátima e a Compostela reflectem as características da religiosidade contemporânea. Compostela é uma peregrinação que renasceu de mãos dadas com as novas espiritualidades, onde aspectos como o individualismo e a procura interior são fulcrais, enquanto a peregrinação a Fátima parece continuar assente nas formas tradicionais de espiritualidade, em que o caminhante procura chegar mais perto de Deus, aprofundar a sua fé ou orar com mais fervor.</p>
<p><strong>Artigo de Pedro Soares</strong>. Este estudo é financiado por uma bolsa de investigação da Fundação Bial.</p>
<p><em>Versão completa na Revista ITINERANTE n.º 3</em></p>
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