Com capacidade para cerca de uma quarentena de apreciadores, é por isso aconselhável reservar mesa, se não pretender ficar muito tempo à espera.
Mestre José Gil, o proprietário e cozinheiro deste espaço gastronómico, é um beirão dos quatro costados com o engenho e a arte de bem saber trabalhar o fogão de ferro, de outras eras, e o forno a lenha onde os emblemáticos pratos desta casa são preparados, bem à vista dos comensais: bacalhau à lagareiro, cabrito assado no forno, chanfana, conserva de porco, migas lagareiras, polvo assado na brasa, posta à Trás-os-Montes e vitela à Lafões.
Na ementa, de uma originalidade ímpar, constam ainda magníficas entradas de que são exemplo, para além do típico queijo regional do Rabaçal, petinga em escabeche, morcela com grelos, cogumelos selvagens com alho e salsa, ovos quebrados ou orelha com coentros e, por fim, sobremesas, tais como barriga de freira, leite-creme queimado, arroz doce, encharcada, bolo de bolacha ou crepes.
A garrafeira, fornecida a contento, tem um rol de escolhas que complementam com dignidade o magnífico repasto.
Nota final para o impecável atendimento dispensado.
Versão completa na Revista ITINERANTE n.º 3


