- São quase 5 da tarde, é noite cerrada. O frio, o vento e a chuva afastam os turistas. Os berlinenses passam a correr, procurando refúgio num dos muitos cafés da zona, mas a imponência da Porta de Brandenburgo mantém-se. (10.12.2009) / It is almost 5h00 in the afternoon and it is already dark. The cold, the wind and the rain drive tourists away. Berliners run by looking for shelter in one of the many cafés of the place, but the magnificence of the Brandenburg Gate remains. (10.12.2009)
- Finalmente um pouco de sol. Todos aproveitam… (11.12.2009) / A bit of sunshine finally. Everybody takes advantage of it … (11.12.2009)
- A Praça Parizer (Parizer Platz), onde está a Porta de Brandenburgo, é o local de eleição dos berlinenses para se manifestarem. Em tempo de Conferência de Copenhaga, Berlim adverte, de forma peculiar, para os efeitos do CO2. (12.12.2009) / The Parizer Square (Parizer Platz) where the Brandenburg gate stands is the preferred place for the Berliners to express their opinions. During the Copenhagen Climate Conference, Berlin warns about the effects of CO2 in a peculiar way. (12.12.2009)
- À porta do KaDeWE – que loucura de armazém, que “monumento” ao consumismo… –, um casal de miúdos, com 8, 9 anos, vende postais ilustrados para angariar fundos para a festa de Natal da escola. O ar cândido das crianças é irresistível… Quem lhes passa por perto compra! Um dos desenhos, como não podia deixar de ser, é a Porta de Brandenburgo. / At the entrance of the KaDeWE – an enormous department store, a monument to consumerism … –, a few 8, 9 year old children sell postcards in order to raise money to their school’s Christmas party. The innocent look on their faces is irresistible …All those who pass by are buying postcards! One of the postcards shows the Brandenburg Gate... obviously.
Quase toda a Europa sofreu na “pele” os horrores das Guerras Napoleónicas. A excepção, ironia das ironias, acabou por ser a Inglaterra, o país que Napoleão queria realmente ter conquistado…
A Alemanha, na altura Prússia, foi uma das primeiras nações a conhecer o poderio e os efeitos da máquina de guerra napoleónica e Berlim, capital do reino, foi das cidades mais afectadas.
Estou em Berlim, pela primeira vez, e estou impressionado com a sua monumentalidade. É uma cidade muito antiga – data de 1237 o primeiro documento histórico berlinense – mas os acontecimentos ocorridos nos últimos 70, 80 anos – nazismo, 2ª Guerra Mundial, construção e queda do Muro – tornaram Berlim numa cidade moderna, em permanente transformação e construção, certamente muito diferente daquela que Napoleão ocupou.
Mas a Porta de Brandenburgo (Brandenburger Tor), ex-libris de Berlim, símbolo da reunificação alemã, já existia na altura – foi construída por Carl Gotthard Langhans entre 1789 e 1791 – e “sentiu” a “marca” de Napoleão! A 27 de Outubro de 1806, o exército francês, depois de derrotar as tropas prussianas nas batalhas de Iena e Auerstedt, entra em Berlim, pela Porta de Brandenburgo e para demonstrar o seu poder, Napoleão envia para Paris a quadriga que encima o monumento. O regresso só acontecerá em 1814, após a vitória prussiana na batalha de Leipzig; é nessa altura que, por vontade de Frederico Guilherme III, a deusa Irene passa a segurar a cruz de ferro e a águia prussiana, simbolizando o triunfo sobre o exército francês; o símbolo da paz com que foi construída foi substituído pelo da vitória. Significativo das privações e do sofrimento por que passou o povo prussiano.
A passagem de Napoleão por Berlim não afectou apenas os berlinenses. Nós, portugueses, de forma indirecta, fomos também atingidos… Foi aqui que, a 21 de Novembro de 1806, Napoleão assinou o Decreto de Berlim impondo o Bloqueio Continental aos barcos britânicos. A nossa atitude dúbia – dissemos que sim mas fizemos que não… – “aborreceu” Napoleão e ele “respondeu” com as (nossas) Invasões Francesas…



